Tenho em mim aquele bichinho que me faz querer-te perto de mim, nos meus sonhos, nos meus dedos, na minha pele. Aquele bichinho que me suga a frieza e me deixa doce feito baba de camelo. Aquele bichinho que me sussurra ao ouvido coisas boas sobre ti, sobre nós, sobre os momentos. É ele que me lembra que tu estás em mim, mas és tu que cativas a estadia. Há sempre qualquer coisa de ti que sinto em mim. Apesar da distância e apesar das diferenças. Possuis a minha alma e o meu corpo. Não sei bem quando foi que isso aconteceu, talvez numa daqueles noites deitados na areia da praia a ouvir o mar e a contemplar o céu. É exatamente nestas simples coisas que me apaixono cada vez mais por ti. A distância apenas não permite que eu tenha o teu abraço, os teus mimos e todos aqueles momentos em que parecemos gémeos siameses. Mas a distância permite que as nossas almas e os nossos corpos permaneçam ligados, desde aquela noite numa praia do sul. Sinto que pertencemos a outro mundo, pela nossa conexão, pelo nosso amor, pela forma como o demonstramos diante de tudo e de todos, pelas nossas ideias. Temos feitios tão parecidos que colidimos, mas é o amor que nos une, que nos faz ver para além da personalidade. Nós olhámos-nos e vemo-nos nos olhos um do outro. Sentimos a presença do outro, mesmo quando estamos longe. A felicidade do outro deixa-nos feliz. A tristeza do outro destrói-nos o chão que pisamos. E é graças a ti que eu sou forte, que confio em mim. E não há qualquer desilusão em ter partilhado contigo todas aquelas noites na praia, todas as outras, todos os dias, todas as palavras, olhares e abraços. E permaneço com um grande Homem ao meu lado... eternamente. E se eu dissesse que amar-te é difícil estaria a mentir para mim mesma e para o mundo.

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