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22 de maio de 2012
Pensamentos diários por vezes com sentido #2
Podias ter-me dito que ias sair da minha vida sem dizeres «adeus». Podias ter-me dito, apenas um «adeus». Podias ter-me dito que te tinhas desiludido, cansado, ou qualquer outra razão. Eu queria apenas uma justificação. Sabes, eu não quero dizer que tudo tenha de ser eterno. Um hoje e amanhã basta, e um depois de amanhã, também é bom. Mas, quando se pronunciam palavras sobre dias depois do amanhã, está a fazer-se uma promessa de tempo. Acho que as promessas fazem parte da vida. Mas, muito poucas são cumpridas, quase nenhumas. Podias ter deixado as promessas. Gosto delas, quando são verdadeiras, não quando é dito sem pensar. Podias ter-me dito que não me suportavas mais. Podias ter dito que não sou o tipo de rapariga que querias ter ao teu lado. Podias ter dito apenas. Os projetos de vida mudam. As mudanças de vida levam a novas mudanças. Eu sei disso e sempre o soube. Sabes, eu tenho consciência disso. Sei o que é passar por mudanças profundas. Mas, não te vale de nada ignorares o passado, para tentares viver um outro futuro. As memórias permanecem. Ou também as apagaste com uma borracha mágica? Acredito que sim. Se nada te demove, é porque o fizeste. Podias ter-me dito que querias viver um novo presente, porque não te sentias bem no presente que estavas a viver. Podias ter-me dito que não eras feliz assim. E eu compreenderia, como sempre. Eu também nem sempre fui feliz a teu lado. E tu sabias disso. Tu lias o meu olhar. Tu vias quando o meu sorriso não existia. Tu sabias quando eu estava noutro mundo. Mas, apoiavas-me e importavas-te comigo. Davas-me atenção. Davas-me amor, carinho. E sabias retirar-me um sorriso. Podias ter-me dito que esse tempo não ia durar muito. Que a monotonia ia levar ao fim do amor e da paixão que nos consumia. Eu não queria ter consciência que tudo, um dia, ia acabar. Queria apenas estar ali, contigo. Queria viver o presente, contigo. Queria apenas pensar, em nós. Não queria pensar num eu e num tu, separados pelo tempo, pela distância, pela monotonia dos dias. Não queria pensar que a confiança se ia desvanecer. Que o amor ia acabar. Podias ter-me dito que nunca mais me ias beijar e abraçar. Tu sabias o quanto eu gostava dos teus abraços, do teu cheiro em mim. Podias ter-me dito que ias sair da minha vida sem dizeres «adeus».
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