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3 de abril de 2012


      «Num ano, a vida pode mudar radicalmente. Em dez anos, a vida pode transformar-se noutra vida.» in Abraço, de José Luís Peixoto.

Às vezes, não precisamos pensar em 12 meses ou mesmo em 120 meses. Podemos, apenas, recuar a dois/três meses.
Esta frase de José Luís Peixoto fez-me lembrar de muita coisa, de muitos momentos. Não está apenas subentendida nesses dois/três meses. A minha vida já mudou radicalmente a partir do momento que acabei o secundário e iria para a universidade. Não iria voltar a estar frequentemente com os meus amigos, a partilhar tudo com eles. Não voltaria a estar com os de sempre. Os meus dias iriam mudar... e mudaram, efetivamente. Primeiro, uns dias em Vila Real (custou muito e foram só 4 dias!). Depois, ir para Coimbra. Gosto de Coimbra, gosto mesmo. Gosto de pessoas que conheci lá, também é verdade. E também gostei de pessoas que conheci em Vila Real, que me custou muito deixar.
A minha vida tem mudado bastante. Já não é o que era. Sinto falta e quero recuar. Quero voltar atrás. Não para mudar alguma coisa, apenas para voltar a viver as coisas. Mudanças nunca as haveria, porque tudo era perfeito (e perfeito está relacionado com tanta coisa, que agora não existe). Nestes dois/três últimos meses, sinto que as coisas mudaram. E mudaram mesmo. Há um ano atrás, era tudo tão diferente. E agora? Agora, neste momento, não o reconheço.


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