Não acreditei quando a minha mãe me disse que ele morreu, quando logo a seguir vi a notícia no Público. Acho trágico... estas mortes. Ele tinha um cancro no pulmão e foi operado em 2010. Mas ele ainda tinha 53 anos. Tenho sempre aquela ideia pré-concebida que apenas os bem mais velhos, com 70 e 80 anos é que morrem, e depois morrem estas pessoas ainda com pouca idade e que marcaram momentos.
«Economista, durante vários anos jornalista, foi, ainda antes do 25 de Abril de 1974, militante e depois dirigente da União de Estudantes Comunistas. Foi activista contra a ditadura desde jovem, tendo sido preso quando tinha ainda 15 anos.
Já em adulto foi militante do PCP a partir de 1974, de onde saiu em 1989.
Miguel Portas integrou então, desde 1989, a Terceira Via, grupo de militantes comunistas que se opunham à direcção (...).
Durante os anos 90 pertenceu ao grupo Plataforma de Esquerda, que integraria o MDP/CDE, partido que então muda para o nome Política XXI e que virá a integrar a formação do Bloco de Esquerda (BE).
Miguel Portas cumpria actualmente o segundo mandato como eurodeputado pelo BE. Foi eleito pela primeira vez nas europeias de 2004. (...)
Durante a sua carreira de jornalista, foi director da revista cultural Contraste e depois redactor e editor internacional do semanário Expresso. Fundou o semanário Já e a revista Vida Mundial, dos quais foi director. Também foi cronista no Diário de Notícias e no semanário Sol. Actualmente tinha ainda uma crónica semanal na Antena 1. (...)
É autor dos livros E o resto é paisagem, Líbano, entre guerras, política e religião e Périplo. (...)»
É autor dos livros E o resto é paisagem, Líbano, entre guerras, política e religião e Périplo. (...)»

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