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| José Alberto Carvalho foi um dos convidados. |
Começou, hoje, em Coimbra, a «corrida», pelo país, de fóruns do Projeto Jornalismo e Sociedade (PJS), que aborda, essencialmente, a Carta dos Princípios do Jornalismo. Falou-se deles, um pouco. Aquilo que mais ouvi durante a duração total do fórum foi que o jornalismo, «como o conhecemos» (ressalvou José Alberto Carvalho), está a morrer; que o jornalismo tem os dias contadinhos, etc. É muito pessimismo junto, desde que entrei na faculdade que só oiço isto.
Aquilo que eu gostava de perguntar é: se o jornalismo está a morrer, qual é a razão para se continuar a lecionar cursos de jornalismo, comunicação social e afins? É que se ele está com os dias contados, para quê continuar? Para estar sempre a falar na sua morte? Não seria mais produtivo, em vez de se falar na sua morte, falar no seu rejuvenescimento, então? Ou melhor, esquecer de vez que há jornalismo. Toda a gente concorda que a sociedade sem jornalismo não existe, como o jornalismo sem sociedade também não. Ela ainda existe, por isso, o jornalismo também existirá. Acho mesmo impossível que o jornalismo acabe, por essa razão.
Há outro ponto que nunca é tocado, o jornalista. Quem é o jornalista? Como é o jornalista? O que é que ele acha que ele mesmo é? No fim de tudo, qual o valor dado ao jornalista? Nenhum. Como se sabe? Pelo número de jornalistas pagos à peça, a recibos verdes, que precisam de um segundo emprego para se sustentar e aqueles que, face ao presente, se tornam freelancer.
Ao contrário deles, eu acredito que o jornalismo não vai morrer, não por uma questão de empregabilidade, mas por uma questão para com a sociedade, porque, e vejamos um exemplo, um jornalista aborda determinado caso de uma empresa, mas se essa empresa publicar no seu site o mesmo caso, imaginem a diferença na abordagem. Ainda acham que o jornalismo pode acabar?
Enfim, é tudo.

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