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| Bruno Vicente, Cláudia Oliveira e Sandra Mesquita. |
O debate, por assim dizer, começou de forma diferente. Bruno Vicente começou por contar a história do Verde e da Rosa, dois sapos jornalistas, que tinham formas diferentes de ver o jornalismo. O Verde era aquele que via apenas o lado mau do jornalismo, o salário, os recibos verdes, a falta de paciência para ouvir as pessoas, etc.; enquanto a Rosa via o lado bom, que se sobrepunha ao mau.
João Campos centra o seu discurso, fundamentalmente, na ideia de que um jornalista deve saber fazer tudo, ele mesmo caracteriza como «jornalista-faz-tudo». Dá um exemplo do que aconteceu com ele, quando um editor lhe diz: «Já que estás aí, podias tirar uma fotografia», mas ele, como próprio o disse, não estava nos meus dias e respondeu assim: «Não roubo postos de trabalho.» Em jeito de crítica, porque quem tira fotografias são os fotojornalistas, que perdem cada vez mais terreno em Portugal. Uma coisa que tenho em comum com ele é o facto de não ter ilusões quanto a esta profissão, eu tenho a plena consciência de que isto está difícil, vai continuar e é preciso sorte, como diz a Cláudia Oliveira: «A sorte dá trabalho».
Cláudia Oliveira dá-nos o exemplo de alguém que queria mudar mentalidades e assim o fez com a criação, em 2008, do Discurso Directo. Ela conta, dando um exemplo simples, de como ensinou as pessoas. Estas não sabiam o que era os dois pontos e o travessão, colocando-os na última página, na secção da entrevista.

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