Visitantes Carinhosos

Pedaços Arquivados

Pesquisar neste blogue

25 de fevereiro de 2012

As facetas do pensar e do agir


Há momentos na vida em que se precisa parar, pensar, reflectir e só depois agir. Muitas vezes o que nós fazemos é agir imediatamente. Sem parar para pensar. O que se sucede daí? Problemas. Problemas de relacionamento, de compreensão, até mesmo de confiança. Tudo porque não fizemos as coisas de forma consciente. Há forma de reverter a situação? Às vezes há, outras vezes não. Umas vezes, porque há conversas, nas quais se esclarecem as coisas e há compreensão, a pessoa acaba por compreender tal atitude irreflectida, atitude tão momentânea. Das outras vezes não se reverte as coisas, porque não há conversas ou a pessoa é demasiado egoísta. Em primeiro lugar, não há conversas, porque a pessoa não quer, acha exactamente que ela é que está certa, não deve dar ouvidos à outra e ponto final. Em segundo lugar, e tem, efectivamente, que ver com o primeiro ponto, a pessoa não ouve, não presta atenção, porque a opinião dela é que conta e, então, não precisa ouvir mais nada. Coloca-se o problema da confiança. Quando há confiança, nem mesmo uma pessoa muito egoísta liga apenas ao seu ego. É claro que vem primeiro o seu «eu» e tem dificuldades em assimilar que pode haver uma outra parte da história. Mas, como há confiança, há sempre aquele «pé atrás» de que a história não está bem contada. E vai-se. Vai-se há luta, porque há amizade, amor, confiança. Ainda que estes valores tenham esmorecido. Mas vai-se, porque quer-se resolver as coisas, porque há algo dentro de nós que não nos deixa esquecer as coisas. O ser humano não detém facetas como os computadores, não possui um «delete» que elimine as coisas da memória e do coração. (Ainda que, muitas vezes, faça falta. Contudo, nós possuímos um «delete» que é o tempo, mas é demorado, leva mesmo tempo até que a «operação» esteja finalizada.)

Sem comentários: