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16 de julho de 2011

É isso !

Tenho uma coisa a dizer. Não, tenho várias. Primeiro, criticam tanto os resultados do exame de Português e só falam que os alunos não souberam identificar o sujeito, e confesso que eu fui uma delas, duas razões: era um texto de José Saramago e eu tinha a certeza que aquilo era um complemento directo, mas também não me posso queixar do resultado do exame. Enfim, acontece, mas aquilo também não era a pergunta que valia mais, muito pelo contrário. A culpa é sempre dos alunos, mas o que continua a acontecer para estes péssimos resultados é o facilitismo, as cargas horárias e o vasto programa, e muito importante, os professores. Há muitos que são realmente bons professores, mas há, na sua maioria, os que não o são. Por isso, e a verdade é que não lhes faz mal nenhum uma "avaliaçãozita" exigente, mas poupem-me àqueles que são péssimos professores e querem a todo o custo um excelente, e não olham a meios para o atingir. Também é necessário referir que ainda há por aí muitos professores que têm medo de dar notas, há outros que as dão e nem se sabe bem como e chega-se a exame e pumba, há surpresas, pois há! A culpa é dos professores, mas também é dos alunos, alunos do 12º ano a dizer que "infelizmente" se escreve com "s" (wtf?). Erros ortográficos são descontados no exame, boa, afinal é a nossa língua materna! Mas é realmente muito picuinhas dar-se valor à forma como se escreve e descontar, eu por exemplo, tive de ter em atenção ao meu "r" no exame de Português (porque escrevo há anos o "r" minúsculo como se fosse um "r" maiúsculo, do género: este "R" mas em pequeno). Dizem também que os exames estão a aumentar de grau de dificuldade, mas e se o grau de dificuldade aumenta e o facilitismo dos professores continua? A média geral da disciplina baixa ainda mais e os pobres dos alunos que sofram para entrar na universidade no que querem! Comecem a pôr professores de qualidade e que não dêem as notas consoante a "cara dos alunos"! Sempre ouvi dizer: "não faças aos outros aquilo que não queres que te façam a ti", por isso, Professores, tratem os alunos como gostavam que fossem tratados, ensinem-lhes o programa todo do mesmo modo, não insistam mais naquela matéria só porque é a vossa preferida. Sei que não posso julgar o vosso método de ensino, mas métodos de ensino é uma coisa, e preferência é outra coisa completamente diferente. Além disso, professores que acham que nunca é demais dar folhas e mais folhas de apontamentos aos alunos, quando o essencial resume-se, no máximo, a umas 3 páginas, sejam simples e ao mesmo tempo sofisticados e exigentes. Por este andar, teremos não jovens bem qualificados e empreendedores, mas um Portugal onde impera a má educação (das duas vertentes), a ignorância e o conformismo, que já existe é certo, mas que irá aumentar como é evidente.

PS.: Há situações que falo por experiência própria, tanto neste ano lectivo como em anos lectivos anteriores; outras situações podem muito bem terem sido contadas por terceiros em quem confio. Não quero ferir susceptibilidades.

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