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3 de julho de 2010

Ausência

Por muito tempo achei que a ausência é falta.
E lastimava, ignorante, a falta.
Hoje não a lastimo.
Não há falta na ausência.
A ausência é um estar em mim.
E sinto-a, branca, tão pegada, aconchegada nos meus braços,
Que rio e danço e invento exclamações alegres,
Porque a ausência, essa ausência assimilada,
Ninguém a rouba mais de mim.
Carlos Drummond de Andrade

2 comentários:

Anónimo disse...

A ausência...uma descrição tão bela num poema tão belo...
Muito Bom ! *****

por Náná Silva disse...

Concordo plenamente com isso :)
Este autor tem poemas lindos, eu acho!

(Por favor, assina)